Desde o dia 6 de novembro de 2025, a Área de Museus da Prefeitura de Taubaté está oficialmente sem gestor nomeado. A denúncia foi feita pelo Conselho Municipal de Cultura de Taubaté em publicação nas redes sociais — e levanta um alerta preocupante sobre a condução da política cultural do município.
A Gestão de Museus é responsável diretamente por alguns dos principais equipamentos culturais da cidade, espaços que preservam a memória, a identidade e a história de Taubaté. Entre eles:
– Museu Histórico Prof. Paulo Camilher Florençano
– Pinacoteca Municipal Anderson Fabiano
– Museu da Imagem e do Som de Taubaté
– Museu Monteiro Lobato (Sítio do Pica-Pau Amarelo)
– Museu da Imigração Italiana de Quiririm
– Museu da Agricultura Prof. Osny Guarnieri Filho
– Arquivo Histórico Municipal Félix Guisard Filho
– Biblioteca Histórica Profª Maria Morgado de Abreu
– Espaço Francisco Leopoldo e Silva
São equipamentos que exigem coordenação técnica, planejamento estratégico, manutenção constante, captação de recursos e articulação cultural. Sem um gestor oficialmente nomeado, quem responde por decisões administrativas? Quem define prioridades? Quem assina projetos? Quem planeja o calendário cultural?
A ausência de liderança formal por mais de três meses levanta questionamentos sobre o comprometimento da administração municipal com a cultura e com a preservação do patrimônio histórico da cidade.
Museus não são apenas prédios abertos à visitação. São centros de memória, pesquisa, educação e turismo. Deixar um setor estratégico como esse sem direção oficial pode comprometer projetos, atrasar editais, dificultar manutenção e enfraquecer políticas públicas culturais.
Até o momento, a Prefeitura não divulgou previsão para nomeação do cargo.
A cultura de Taubaté merece planejamento ou continuará sendo tratada como secundária?

