No filme Tempos Modernos,
Charles Chaplin mostrou o trabalhador
devorado pela máquina, instrumento que deveria complementar seu trabalho
e não moldá-lo de forma violenta e estúpida.
No filme de Chaplin, o trabalhador aparece sem vontade própria,
liberdade de criação extinta,
objeto apenas capaz de apertar parafusos e obedecer ordens de um sistema onde opressão e exploração ditavam as ordens.
Décadas depois, na escola estadual paulista uma dupla de picaretas criminosos, Tarcísio e Feder, coloca milhares de professores em situação parecida com a do trabalhador interpretado pelo gênio do cinema.
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A máquina,
hoje muito mais moderna e opressora, está dentro da sala de aula e em todo circuito da educação das escolas estaduais, operando em nome de resultados que não interessam ao professor e seus alunos.
Ela está ali, operando ordens, ditando deveres e obrigações, formatando todos, disciplinando para o vazio e o superficial, sempre se interpondo entre professor e aluno, nunca sendo subjugada mas sempre subjugando.
E o que se vê e nada de conhecimento que brote de uma relação pautada na liberdade de cátedra. Nada que seja crítico. Nada que liberte e amplie a liberdade de criar e de fato educar. Tudo é número, plataforma, restrição, controle. Diretor virou o técnico que escolhe o professor conforme suas preferências. E a experiência do professor diante e dentro da máquina não vale nada. Não valem nada também seu tempo de rede, a formação científica construída com sacrifício.

Tarcísio e Feder sabem o que estão fazendo. São abertamente estúpidos, mas não tontos. A escola, segundo eles, não pode ser viveiro de mentes criativas, contestadoras, mas de seres passivos e capazes para a submissão desejada pelos verdadeiros donos e controladores da máquina, agentes aparentemente ocultos do sistema a qual pertence.
Se o professor não produz besteiras como se programou, ele é trocado como se troca parafusos ou o óleo que não serve mais para o funcionamento da máquina infernal e devoradora. O professor e seu trabalho são fiscalizados pelos olhos imediatos da máquina implantados em seu local de trabalho, ou seja, coordenadores, supervisores e diretores, serviçais também previamente formatados
para a mesmice rotineira de deseducar. Os fiscalizadores também são fiscalizados e, caso os resultados não alcancem os números que a estupidez desejou como corretos, acabam punidos
Na década de 80, a filmogragia brasileira ganhou de presente uma obra prima chamada O HOMEM QUE VIROU SUCO, retratando um poeta nordestino sob as relações embrutecidas de uma cidade como S. Paulo. Hoje, a dupla picareta e criminosa, criou o professor apertador de teclas, botões da máquina que sintetiza com perfeição o que a educação não pode ser no interior de um sistema no qual o professor pode virar qualquer coisa, inclusive suco, menos educador.
No entanto, felizmente, o professor
para não ser um descartável agente conformado às vontades da plataforma
criada por Tarcísio e Feder, num desespero nunca antes visto,
procura resistir! E precisa a cada dia resistir mais para não ver ampliado o número de desempregados na educação estadual paulista. E por falar em desemprego no setor, 40 mil professores desempregados é o que a dupla de criminosos deu para o estado mais rico da nação!
Por Silvio Prado

