CAPINA REFORÇADA EM TAUBATÉ CUSTA R$ 2,3 MILHÕES — DINHEIRO TEM, VONTADE POLÍTICA É QUE FALTA!
A Prefeitura de Taubaté abriu o cofre: vai gastar R$ 2,349 milhões em apenas três meses para reforçar os serviços de capina e zeladoria urbana. O aumento no número de equipes foi anunciado no fim de março — e escancara uma realidade que o trabalhador já conhece bem: quando aperta, o serviço volta… mas quem pagou a conta lá atrás foi o povo.
Esse é o primeiro reajuste no contrato com a EcoTaubaté desde agosto de 2023, quando a gestão do então prefeito José Saud promoveu um corte pesado: a despesa mensal despencou de R$ 9,114 milhões para R$ 5,589 milhões. Resultado? Cerca de 180 trabalhadores demitidos e uma cidade sentindo o abandono — menos coleta seletiva, menos poda, menos varrição, menos dignidade nas ruas.

Agora, com o reforço “temporário”, o custo mensal sobe para R$ 6,372 milhões — um aumento de R$ 783 mil por mês. Ou seja: cortaram na carne do trabalhador e agora precisam correr atrás do prejuízo.
Mais equipes, mais demanda — e a conta sempre nas costas do serviço público
As equipes passaram de 15 para 21. São esses trabalhadores que seguram a bronca nas ruas: capina, roçada, limpeza pesada. A própria Prefeitura admite que o período de chuvas aumenta o crescimento do mato e exige mais serviço — algo previsível, aliás.
O discurso oficial fala em “reforçar a limpeza urbana” e “contribuir com a saúde pública”. Mas fica a pergunta que não quer calar: por que só agora? Por que esperar o problema crescer para depois correr atrás, gastando mais?
E o que foi cortado, vai voltar?
Quando questionada sobre a retomada completa dos serviços que existiam antes do corte de 2023, a Prefeitura respondeu com o de sempre: “estudos estão sendo feitos”. Enquanto isso, quem vive a cidade no dia a dia sabe — o serviço ainda não voltou ao que era.
No fim das contas, o que se vê é um padrão: corta-se primeiro, demite-se depois, e lá na frente o poder público é obrigado a gastar mais para tapar o buraco. Planejamento passa longe — e quem sofre é o trabalhador e a população.
Porque cidade limpa não é luxo — é direito. E trabalho digno também.