APEOESP LEVA PROFESSORES E MOVIMENTOS SOCIAIS ÀS RUAS CONTRA O DESMONTE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA EM SÃO PAULO

Educação Politica

Ato na Praça da República reuniu docentes, estudantes e movimentos de moradia contra políticas autoritárias do governo estadual e abriu calendário de negociações com a Secretaria da Educação

Na tarde desta terça-feira, a APEOESP realizou um importante ato público na Praça da República, no centro da capital paulista, reunindo professores da rede estadual, estudantes da UPES e representantes de movimentos de moradia (ULCM). A mobilização teve como eixo central a denúncia das políticas autoritárias de desmonte da Educação pública promovidas pelo governo do Estado de São Paulo, além da defesa do emprego, do salário e de melhores condições de trabalho para os profissionais da educação.

Durante o ato, educadores e estudantes criticaram duramente a reforma administrativa da Educação, as mudanças na atribuição de aulas, o avanço de plataformas e mecanismos de controle sobre o trabalho docente e a precarização das relações de trabalho nas escolas estaduais. Para os manifestantes, tais medidas aprofundam a desvalorização da carreira, fragilizam a autonomia pedagógica e comprometem a qualidade do ensino oferecido à população.

A pressão exercida pela mobilização resultou no agendamento de duas reuniões com o governo estadual:

  • 23 de fevereiro: reunião para tratar da atribuição de aulas e temas correlatos;
  • 25 de fevereiro: reunião específica sobre a política de Educação Especial.

Segundo dirigentes da APEOESP presentes no ato, os encontros serão decisivos para avaliar se haverá disposição real do governo em dialogar com a categoria e recuar de medidas que vêm penalizando professores e estudantes. A entidade afirma que a atual política educacional tem ampliado a instabilidade no emprego, reduzido direitos e imposto metas e mecanismos burocráticos que pouco contribuem para o processo de ensino-aprendizagem.

A mobilização desta terça-feira também marcou a construção de um calendário de lutas. A APEOESP já convocou uma grande assembleia da categoria para o dia 6 de março, no MASP, quando será debatida a resposta da categoria às políticas do governo e, inclusive, a possibilidade de deflagração de greve, caso não haja avanços concretos nas negociações.

Para a entidade, a unidade entre professores, estudantes e movimentos sociais é fundamental para barrar o desmonte da Educação pública e defender a escola como espaço de formação crítica, democrática e de garantia de direitos. “Só a mobilização organizada é capaz de enfrentar projetos que tratam a educação como gasto e os profissionais como números”, afirmaram representantes da APEOESP durante o ato.

A categoria segue em estado de mobilização e promete intensificar a pressão sobre o governo estadual nas próximas semanas.

Texto : Dimas Valgas

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