ESCOLAS ABANDONADAS, GOVERNO EM SILÊNCIO: TARCÍSIO DEIXA EDUCAÇÃO PAULISTA SEM VERBA E EMPURRA O CAOS PARA DIRETORES E ALUNOS

EDUCAÇÃO Notícia Opinião

Enquanto o governo Tarcísio de Freitas posa de gestor moderno e vende privatização como solução mágica, a realidade dentro das escolas estaduais de São Paulo é de abandono, improviso e descaso. Desde junho do ano passado, as unidades estão sem receber recursos básicos para manutenção predial. Telhados quebrados, banheiros entupidos, caixas-d’água sujas, falta de dedetização e salas sem ventilação viraram regra — tudo isso a menos de duas semanas do início do ano letivo.

Diretores estão pedindo doação de cadeiras e carteiras em escolas vizinhas. Foto: Reprodução

Não se trata de um problema pontual. É uma escolha política. Diretores relatam que não têm dinheiro para absolutamente nada. Não há verba para consertar janelas, trocar lâmpadas, arrumar pias ou garantir condições mínimas de higiene. Em pleno estado mais rico do país, escolas públicas funcionam na base da gambiarra e da boa vontade de gestores que, acuados, têm medo até de dar entrevista por receio de represálias da Secretaria de Educação comandada por Renato Feder.

O cenário beira o escárnio: escolas pedindo doação de cadeiras e carteiras a unidades vizinhas porque o governo simplesmente deixou de repor o mobiliário escolar há três anos. Crianças de seis anos sentadas em cadeiras de adultos, totalmente inadequadas, porque o Estado falhou — de novo.

Bebedouro de escola estadual no interior de São Paulo. Foto: Reprodução

E quando a pressão veio a público, o governo fez o que sabe fazer melhor: correu atrás do prejuízo. Só após questionamento da imprensa, a Secretaria anunciou a liberação dos recursos do PDDE Paulista — com escolas tendo apenas 13 dias para realizar reparos que deveriam ter sido feitos ao longo de meses, preferencialmente durante as férias, quando não há alunos circulando pelos prédios. É a política do apagar incêndio, não do planejamento.

O PDDE Paulista, criado em 2019 justamente para dar autonomia às escolas, previa três parcelas anuais. A última simplesmente não foi paga. O resultado é um segundo semestre inteiro de degradação da infraestrutura escolar. Ventiladores quebrados, telhados destelhados por temporais, salas alagadas, ratos e insetos circulando onde deveriam estar estudantes aprendendo.

Tudo isso acontece logo após o governador ter aprovado uma PEC que retirou dinheiro da educação para destinar à saúde, reduzindo o investimento mínimo constitucional de 30% para 25%. Menos dinheiro para a educação não é coincidência: é projeto.

Telhado de escola estadual no interior de São Paulo. Foto: Reprodução

O discurso é sempre o mesmo: infraestrutura envelhecida, necessidade de modernização, eficiência da iniciativa privada. O que o governo não diz é que foi ele próprio quem deixou as escolas chegarem a esse estado crítico, estrangulando recursos, atrasando repasses e empurrando diretores para o desespero.

A Secretaria tenta se defender com números bilionários e promessas futuras, mas a realidade concreta é uma só: escolas passaram meses sem dinheiro, alunos voltarão às aulas em prédios deteriorados e a educação pública paulista segue sendo tratada como gasto, não como prioridade.

Em São Paulo, a educação não está em crise por acaso. Ela está sendo desmontada. E o preço desse projeto recai, como sempre, sobre estudantes, professores e comunidades escolares — enquanto o governo terceiriza responsabilidades e lava as mãos.

Esse desmonte da educação pública não é erro administrativo, é projeto político. Enquanto o governo Tarcísio retira dinheiro das escolas, atrasa repasses, sucateia prédios e humilha diretores e professores, tenta empurrar a falsa narrativa de “modernização” para justificar privatização, terceirização e precarização do trabalho docente.

A atribuição de aulas injusta e caótica, a falta de verba para manutenção básica, a redução do investimento constitucional em educação e o abandono das escolas formam um ataque frontal à educação pública e aos profissionais da educação. Não é apenas descaso: é agressão institucional.

Diante disso, não há espaço para silêncio nem resignação. Cada telhado quebrado, cada carteira faltando, cada criança sentada em cadeira inadequada é responsabilidade direta desse governo. E a resposta precisa ser coletiva, organizada e nas ruas.

É HORA DE REAGIR. É HORA DE LUTAR.

📢 A APEOESP convoca todos e todas para o ATO PÚBLICO
🗓 23 de janeiro
16 horas
📍 Praça da República

Contra o ataque à educação, contra o desmonte das escolas, contra a perseguição aos professores.
Educação não é mercadoria. Professor não é descartável.
Quem ataca a escola pública vai ouvir a resposta do povo organizado.

Fonte: Folha de São Paulo

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